Alunos do curso de Direito da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF) de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, denunciaram a presidente da comissão de formatura, Cláudia Roberta Pinheiro Silva, de 31 anos, após ela supostamente ter desviado quase R$ 77 mil destinados à organização da festa de formatura.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura os crimes de apropriação indébita e estelionato.
Segundo a estudante Nicoli Bertoncelli Bison, de 23 anos, ela soube do desfalque por meio de uma mensagem enviada pela própria Cláudia. A presidente da comissão confessou ter perdido o valor em apostas online.
Em uma conversa de aplicativo, Cláudia revelou que se viciou em jogos como “Tigrinho” e começou a apostar o dinheiro arrecadado para a formatura, tentando recuperar o que havia perdido. “Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo”, escreveu.
O valor arrecadado pelos alunos havia sido reunido ao longo de três anos de curso. O montante, que estava sob a responsabilidade de Cláudia, foi pago por eles com a promessa de garantir uma festa de formatura em 2025.
O contrato com a empresa responsável pelo evento já havia sido fechado com um adiantamento de R$ 2 mil. O restante do valor, R$ 76.992,00, estava previsto para ser pago em dezembro de 2024. No entanto, com a falta do pagamento, a empresa fez um ultimato aos estudantes em janeiro, alegando que a presidente da comissão afirmou não ter mais o dinheiro.
Nicoli relatou que os alunos nunca suspeitaram de irregularidades, pois Cláudia sempre se mostrou comprometida e engajada na organização da formatura. “A gente não desconfiou de nada porque, desde o início, ela sempre foi muito assim: ‘vou atrás, vou fazer’. Quem ia imaginar que, em um mês, o nosso sonho ia por água abaixo? Nunca passou pela nossa cabeça”, disse.
A Polícia Civil, que abriu um inquérito para investigar o caso, informou que está em busca de informações para rastrear e, se possível, recuperar o valor desviado. Testemunhas, vítimas e a própria suspeita serão ouvidas nos próximos dias.
Enquanto a investigação prossegue, os estudantes decidiram se unir novamente para arrecadar o valor necessário e tentar realizar a formatura em maio deste ano.
Eles iniciaram uma vaquinha online e também estão organizando eventos para viabilizar a festa. A empresa responsável pela organização da formatura e a universidade foram procuradas, mas não se manifestaram até o momento.
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