Servidores públicos terão jornada reduzida em razão da crise elétrica no país
Sob o comando do ditador Nicolás Maduro, a Venezuela reduziu drasticamente a jornada de trabalho do serviço público de 40 horas semanais para apenas 13,5 horas. A medida deve durar por cerca de seis semanas e teria sido adotada em razão da crise elétrica que afeta o país, que por sinal não é nova.
Com a mudança na regra, os servidores passam a dar expediente apenas três vezes na semana, das 8h às 12h30. Para justificar a crise energética, Maduro tem culpado a emergência climática e, de forma alternada, também tem feito acusações de sabotagem. O problema elétrico no país vizinho, porém, não é novo. Há seis anos, um apagão deixou 80% do território venezuelano às escuras por vários dias.
Atualmente, o sistema elétrico da Venezuela depende da Usina Hidrelétrica Simón Bolívar e do Reservatório de Guri, que está com nível muito baixo, agravado pela seca. Em cidades do interior, moradores já enfrentam apagões de no mínimo quatro horas por dia.
De acordo com o jornal El Comercio, o regime venezuelano já alertou que se a situação não melhorar nas próximas semanas, medidas adicionais poderão ser tomadas. Enquanto isso, os funcionários públicos terão de complementar sua jornada com serviços em câmaras de autogoverno comunitárias.