InícioPolíticaCoffee Break: Justiça condena Olarte, empresários e ex-vereadores em Campo Grande

Coffee Break: Justiça condena Olarte, empresários e ex-vereadores em Campo Grande

Justiça de primeira instância condenou Gilmar Olarte, o empresário João Amorim e o ainda vereador Jamal Salém por improbidade administrativa, no escândalo que ficou conhecido como ”Coffee Break”, em 2013, em Campo Grande. Outros denunciados pelo Ministério Público de MS foram absolvidos. 

No total foram 28 denunciados no processo, em um dos maiores crimes envolvendo políticos locais. A decisão foi do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. Segundo a acusação, 23 vereadores foram cooptados por empresários que perderam influência na gestão Alcides Bernal para cassá-lo. 

No rol dos condenados estão ; o dono do jornal Midiamax, Carlos Naegele, o ex-prefeito Gilmar Olarte, o então e atual vereador Jamal Salém, o ex-vereador assassinado Alceu Bueno e o ex-vereador e médico Paulo Siufi. 

Para o magistrado, a acusação comprovou os crimes de improbidade administrativa. Ariovaldo já aplicou os efeitos da nova lei sobre improbidade, vigente desde 2021. No caso do empresário João Amorim,  considerado um dos mentores do esquema, coube a seguinte pena: 

”Suspensão dos direitos políticos por 10 anos; e – proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos”. 

A mesma pena foi aplicada ao ex-prefeito, que também foi pivô do escândalo. Foi a partir de investigação de crimes financeiros cometidos por ele que o Gaeco chegou aos demais investigados. 

Jamal, que ainda é vereador, recebeu a pena de perda da função pública suspensão dos direitos políticos por 8 anos; e – proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 8 anos. 

Chama a atenção do dono de jornal Carlos Naegele, que também teria participado do esquema. Ele terá perda do valor de R$ 155 mil com correção monetária e juros de mora pela Taxa Selic a contar da data de 21.02.2014; – suspensão dos direitos políticos por 8 anos; – proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo 8 anos. O mesmo ocorreu com o empresário André Luiz Scaff e o ex-vereador Mário César. 

O espaço está aberto a todos os citados na matéria. 

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