Advogado, de 59 anos, perdeu a paciência no final da manhã desta quinta-feira (3), após ficar sem receber o medicamento de tarja preta, que buscava ter na USF (Unidade de Saúde da Família) 26 de Agosto, na região central de Campo Grande. O motivo? A farmacêutica estava de férias e não tinha ninguém responsável pelo setor.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o advogado chegou no local e informou que precisava retirar o remédio na unidade, mas foi informado pela gerente da USF, que não seria possível com a ausência de um responsável pelo setor ou alguém capacitado para a entrega.
Ainda no registro, consta que a gerente informou que ele poderia procurar outra unidade de saúde para receber o medicamento, mas o advogado exigiu que ela mesmo entregasse o medicamento. Caso não fosse realizada a entrega, ele daria voz de prisão para a gerente.
A Polícia Militar foi acionada para o local e ouviu os dois lados, mas o advogado dizia que caso a equipe não fizesse nada, iria dar voz de prisão aos militares, pois eles estariam cometendo o crime de prevaricação. No entanto, após muito tumulto e bate-boca, o advogado foi conduzido para a delegacia por desacato aos policiais.
Na delegacia, ele assinou o termo de compromisso e comparecimento, sendo liberado na sequência. A versão do advogado foi ressaltada na delegacia, pois foi deliberada como preservação de direito, enquanto houve registro de desacato contra os militares.
Todo o trabalho na delegacia foi acompanhado por dois advogados que representam a comissão de prerrogativas da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil).