Os mercados asiáticos apresentaram queda nesta quinta-feira, 3, após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trumpsobre os aumentos nas tarifas sobre importações de produtos de diversos países.
Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou em queda de 2,77% e o índice Topix mais amplo fechou em queda de 3,08%. No pregão da tarde, Seul caiu 1,02% e Sydney caiu 1,14%.
No Vietnã, a bolsa de valores de Hanói caiu mais de 6%, em grande parte devido ao colapso de empresas do setor têxtil que fornecem para a Nike e outros grupos dos EUA, bem como aquelas do setor de tecnologia.
Na China, porém, as quedas foram mais moderadas: Hong Kong caiu 1,61%; Xangai, 0,23%, e Shenzhen, 0,98%.
Esses movimentos refletem a crescente instabilidade nos mercados financeiros globais, gerada pela incerteza sobre a guerra comercial iniciada por Trump. O presidente dos EUA defende que as tarifas têm como objetivo tornar o sistema global mais justo e trazer de volta empregos industriais aos Estados Unidos. No entanto, essas tarifas podem prejudicar o crescimento econômico tanto nos EUA quanto em outras partes do mundo, além de agravar a inflação.
Após o fechamento do mercado dos EUA na quarta-feira, Trump anunciou um imposto básico de 10% sobre as importações de todos os países, além de aumentar as tarifas sobre dezenas de nações que já possuem as tarifas mais altas do mundo.
Além disso, o presidente norte-americano impôs tarifas sobre países que importam petróleo da Venezuela e anunciou planos para aplicar impostos de importação sobre medicamentos, madeira serrada, cobre e chips de computador.
Em relação aos mercados de commodities, o petróleo de referência dos EUA caiu US$ 2,08, sendo negociado a US$ 69,63 por barril, enquanto o petróleo Brent, o padrão internacional, perdeu US$ 2,06, com o preço chegando a US$ 72,89 por barril. O dólar também se desvalorizou, caindo de 149,28 para 148,07 ienes, enquanto o euro subiu ligeiramente, passando de 1,0855 para 1,0897 dólares.
Ainda na quinta-feira, a China prometeu contramedidas contra as novas tarifas, alertando que não haverá vencedores em uma guerra comercial. As tarifas são “baseadas em avaliações subjetivas e unilaterais”, disse o Ministério do Comércio da China em um comunicado, as descrevendo como “intimidação unilateral”.
A China impôs tarifas sobre exportações americanas, como produtos agrícolas, em resposta às duas rodadas anteriores de tarifas dos EUA. As opções de Pequim desta vez podem incluir mais tarifas, restrições ao investimento dos EUA na China ou controles de exportação de minerais de terras raras. /AP, AFP e NYT
Estadão Conteúdo.