Oragilda Batista Fernandes, de 28 anos foi detida como principal suspeita pelo incêndio que resultou na morte de três pessoas, na madrugada desta segunda-feira (31), em uma área de retomada, ao lado da Aldeia Bororó, em Dourados, a 228 quilômetros de Campo Grande.
Já durante a noite, a suspeita deixou a sede do SIG (Seter de Investigações Gerais), onde prestou esclarecimentos e depois foi levada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitária), onde deverá passar a noite.
As vítimas foram identificadas como Liria Batista, de 76 anos, Janaína Benites, de 37, e a bebê Mariana Amarilia de Paula, de um ano e seis meses.
Segundo informações preliminares do Dourados News, as envolvidas estavam ingerindo bebidas alcoólicas antes do crime. Uma testemunha ouvida pela polícia relatou que, durante uma discussão, a Oralgida teria sufocado a criança e, em seguida, atingido Liria com um golpe de barra de ferro na cabeça.
Posteriormente, a suspeita teria utilizado um galão de gasolina para atear fogo na moradia, incendiando-a de fora para dentro, onde estavam as três vítimas.
A suspeita foi presa, autuada em flagrante e responderá por triplo homicídio. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar todos os detalhes do caso.
Mais cedo, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou uma nota informando que teria recebido relatos sobre a invasão do território por homens armados, que teriam efetuado disparos e incendiado moradias, obrigando os moradores a se refugiarem na mata.
No entanto, as informações policiais descartam essa versão dos fatos. Horas depois, o texto foi retirado da página do Ministério.